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Afeto transforma medo em gratidão para família de paciente do Hospital São José E-mail
Ter, 18 de Dezembro de 2018 09:40

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Os encontros podem trazer consigo a beleza do afeto, de novos relacionamentos, a criação e o fortalecimento de vínculos. Na rotina de uma unidade hospitalar, caminhos se cruzam, histórias diferentes se encontram, pessoas se conhecem, mudanças acontecem. E é esse intercâmbio de ideias, culturas e trocas de experiências, que cada história se redesenha em seu papel de cuidados, planos e sonhos. Uma vida, mesmo que sutilmente, pode afetar outra para sempre. Caminhos do Afeto é uma série de reportagens da Secretaria da Saúde do Ceará, que inicia nesta sexta-feira, 14. Até 21 de dezembro, histórias de profissionais e usuários da rede pública de saúde do Ceará serão contadas sob diferentes perspectivas.

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O Hospital São José (HSJ), do Governo do Ceará, guarda lembranças de finais felizes para contar. Uma delas é de uma família da região norte do estado. Os 135 quilômetros de Itapipoca a Fortaleza estavam só no primeiro de muitos caminhos que o casal Ivana e Urbano Montenegro seguiria para cuidar da saúde do filho. Antes dessa estrada, Gabriel, na época com sete meses de vida, já havia percorrido um caminho menor, o de casa até o hospital da cidade.

A febre alta e os vômitos do bebê relatados pelos pais formaram um primeiro diagnóstico: início de pneumonia que, segundo o médico, poderia ser tratada em casa. Os sintomas aumentaram e a preocupação dos pais também. No dia seguinte, 12 de outubro de 1995, bem cedo o casal trouxe o filho à Fortaleza. Começava ali uma história de dor, dúvidas e muito amor.

Já na capital, Gabriel foi a um hospital particular, onde fez uma punção lombar, procedimento realizado para confirmar diagnóstico de algumas doenças, entre elas a meningite, uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro. Dependendo do tipo (viral ou bacteriana), essa inflamação pode causar sérios danos, sequelas e até o óbito. E o resultado para o menino Gabriel deu positivo, ele estava com meningite.

A criança tinha que iniciar o tratamento imediatamente, mas os pais não tinham a quantia necessária em dinheiro para arcar com as despesas do tratamento naquele momento. “Nós podemos tentar vender um imóvel da família, um parente vai trazer um cheque, nós daremos um jeito, pode confiar”, relata a mãe, sobre conversa que teve quando recebeu a negativa do hospital para iniciar o tratamento do garoto. Até que alguém, vendo aquela angústia indicou “um hospital chamado São José”, no bairro Parquelândia.

“Já passavam das 8 horas da noite quando chegamos ao São José. Quando falei da situação do Gabriel, todos que estavam no plantão acolheram meu filho. Fiquei impressionada. Quando ele foi para a enfermaria, uma funcionária me perguntou se eu estava com fome. Lembrei que estava há quase 12 horas sem comer e ela, mesmo fora do horário, me passou pelo pequeno espaço do portão um copo de caldo. Abraçaram meu filho e me deram comida. É o céu”, lembra a mãe do menino, Ivana Paiva.

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Foram momentos de angústia, cansaço e saudade dos outros filhos que tinham ficado em Itapipoca. Ivana lembra que, durante uma visita da tia ao hospital, Gabriel ganhou um brinquedo e ela notou outra criança da enfermaria olhando e sorrindo para o presente que o filho acabara de ganhar. Foi aí que Ivana sentiu que precisava ver o sorriso de seu filho curado e também de outras crianças. “Eu fui a um local mais isolado e rezei. E prometi a Deus que se meu filho fosse curado, usaria o primeiro salário que recebesse na vida para comprar brinquedos e alimentos para as crianças que fazem tratamento nesse hospital tão acolhedor”. Dez dias depois de ser internado, Gabriel recebeu alta. Emocionada, a mãe ainda ouviu da médica que ele não teria sequelas.

Em um dia de plantão, no último mês de outubro, os profissionais do HSJ receberam a visita de um casal e um rapaz solicitando permissão para levar brinquedos às crianças da unidade pediátrica. Ali estavam Ivana, Urbano e o engenheiro civil Gabriel Montenegro. Antes, um menino fragilizado pela meningite, agora um homem forte e cheio de gratidão. “Minha mãe prometeu a utilização do meu primeiro salário para doação. Fui aprovado no Mestrado, mais uma vitória. Preciso agradar mais e mais as pessoas que trabalham e que utilizam esse hospital. Essa promessa tem que ser permanente”, diz o engenheiro.

“Quando me chamaram até a sala onde estavam o casal e o rapaz de Itapipoca, eu fiquei sem entender o sentido da minha presença. Até que a mãe do Gabriel me olhou e disse: ‘Dra. Gláucia, a senhora recebeu o meu filho e o salvou há 23 anos’. Eu nem acreditei, foi uma emoção, um reconhecimento imensurável”, diz a infecto pediatra do Hospital São José, Gláucia Ferreira, uma das profissionais do HSJ que contribuíram para que o retorno de Gabriel para casa fosse feliz, com saúde.

 

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Assessoria de Comunicação da Sesa 
Produção/ Edição: Helga Rackel 
Reportagem: Franciane Amaral 
Arte: Jeorge Farias

 


 

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